O Chaos, o Pai de Tudo e de Nada foi banido do mundo a um grande custo, o continente de Ansalon mal se recuperou das cicatrizes do fim da Guerra do Chaos e do que muitos chamam de “O Segundo Cataclisma”. Um número sem conta morreram nas mãos dos lacaios do Chaos – os dragões de fogo, os guerreiros daemon, os espíritos congelantes. As três luas de prata, de sangue e negra desapareceram e foram substituídas por uma gigantesca lua pálida que não irradiava energia mágica para o mundo. As estrelas mudaram, as velhas e conhecidas constelações não mais iluminam o firmamento. Os magos da Torre da Alta Magia perderam todo o seu poder, até mesmo os mais devotos clérigos não conseguem se comunicar com os deuses.

O mundo mudou a pouco menos de 50 anos, o povo de Krynn privado da magia conhecida e de seus deuses protetores enfrentou dragões nunca vistos e um novo e poderoso DEUS ÚNICO com o poder de usar os mortos contra os vivos.

Sem deuses, o Rio de Almas que levava os espíritos dos mortos para o pós-vida não corria a lugar algum. As almas e espíritos vagavam entre os vivos parasitando a magia presa em itens e pessoas.

Kendermore, o reino ancestral dos Kenders foi destruído pelo terrível dragão ancestral vermelho Malythrix. O povo-criança conheceu pela primeira vez o pânico e o medo. Outro dragão ancestral, desta vez branco, Frost, devastou e conquistou ilhas e cidades litorâneas.

Elfos tiveram suas terras ancestrais conquistadas e saqueadas por draconianos sob o comando de Beryl, a besta ancestral verde.

Outros dragões devastaram muitos outros lugares.

Thashisis, a Rainha da Escuridão se revelou como o Deus Único.

Uma nova maneira de fazer magia surgiu, apareceram os Feiticeiros e Misticos que usam a força do coração, do amor e personalidade para criar magia. Heróis se levantaram enfrentando as forças da Escuridão.

A muito custo Tashisis e seu alto clérigo Mina foram banidos do mundo em uma tempestade sem precedentes, não sem antes prometer vingança. Nesta noite os deuses retornaram e com eles as três luas da magia e a força dos clérigos.

A vitória das forças da Luz sobre a Escuridão e a “morte” de sua Rainha, teve um alto custo: o Deus Paladino deixou de existir em nome do equilíbrio das forças.

Isso foi há seis meses.

Os personagens são pessoas comuns que cresceram em meio a essa confusão e caos e se encontram no alvorecer de uma Nova Era (A Quinta, a Era dos Mortais) em um Novo Mundo na cidade de Pashin.

Pashin é uma das poucas cidades permanentes de Khur, um centro de troca entre os nômades de Khur e a nação de Ogros Blöde. Ela sobreviveu a dois cataclismos, pilhagens, invasões, fome, enchentes e criminosos. Ela foi tomada pelos exércitos de Draconianos verdes que a utilizaram como posto avançado para a invasão do Reino Elfico de Silvanesti durante a Guerra da Lança. Depois serviu como bastião dos Cavaleiros Sombrios de Tashisis durante a Guerra das Almas.

A nação de Silvanesti praticamente destruída viu os Cavaleiros Sombrios se retirarem com o fim das Guerras das Almas apenas para ser invadida novamente por minotauros.

Hoje Pashin é um caldeirão de culturas com elfos refugiados, kenders refugiados, humanos refugiados e cavaleiros sombrios que foram expulsos de Silvanesti por seus antigos “aliados” minotauros e agora tentam manter uma aparência de ordem nessa antiga cidade enquanto lucram vendendo itens saqueados das antigas nações de elfos e ogros.

Dragonlance: A Chave do Destino